
Cabo Mondego
Buarcos, Figueira da Foz

Introdução
O cabo Mondego com 40m de altura localiza-se na ponta ocidental da Serra da Boa Viagem a 3Km a norte da Figueira da Foz. Do ponto de vista geológico, este cabo tem um alto valor científico, caracterizado por varias falésias sedimentares constituídas pelos afloramentos de uma das melhores representações do Jurássico na Europa. Estes sedimentos de margas, calcários e arenitos dispõem-se ao longo da costa desde a praia da Murtinheira do Jurássico Inferior e Médio, até à baía de Buarcos do Jurássico Superior. Foi classificado como Monumento Natural, pelo Decreto Regulamentar n.º 82/2007, de 3 de Outubro e emitido pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. Para além do valor científico interpretado através de vários registos fósseis entre os quais a primeira descoberta em Portugal para pegadas de dinossauro, o Cabo Mondego ao longo dos anos foi também objeto de explorações de calcário e margas através de pedreiras e exploração de carvão pedra através da mina do Cabo Mondego que explorava a Lignite.
Localização

O acesso ao Cabo Mondego faz-se através da N109-8 na marginal da Figueira da Foz em direção a Buarcos. Continuando pela marginal de Buarcos e antes de subir a serra da Boa viagem, tem antiga estrada da Fábrica à esquerda que ao fim de 700m dá acesso às instalações da mina do Cabo Mondego que estão encerradas e vigiadas por segurança. Subindo a serra e descendo para N até ao local do Enforca Cães, é visível depois do farol em toda a extensão os taludes da pedreira norte que está encerrada e delimitada por perímetro de segurança.
Alguns aspetos fotográficos










Geologia

Geologicamente, a maioria dos afloramentos calcários em Portugal distribuem-se nas bacias de interior e são quase totalmente de idade mesozoica. Estes sedimentos de rochas carbonatadas e detríticas, incluindo os sedimentos do Cabo Mondego, foram gerados com maior expressão e extensão na Bacia Lusitana conforme mapa acima representado. Cartograficamente é representada por uma extensa área do Meso Cenozoico, que se estende por mais de 250 km de Aveiro a Setúbal, não ultrapassando 60 km de largura. O seu eixo de espessura máxima segue uma estrutura geral NNE-SSW. Constitui uma área emersa (onshore) com cerca de 20.000 km2 e estende-se com algum destaque até à plataforma continental, onde o Maciço Calcário da Estremadura tem a sua maior representação. A bacia está repleta de sedimentos cuja idade se estende desde o Triássico Superior e está incluída na família das bacias marginais atlânticas, que tiveram a sua origem na distensão Mesozoica e posterior abertura do oceano do Atlântico Norte.


A Serra da Boa Viagem, onde se localiza o Cabo Mondego, apresenta uma estrutura monoclinal e é composta principalmente por rochas sedimentares químicas e detríticas. As falésias do Cabo Mondego são formadas por uma alternância de calcários e margas, representando um intervalo temporal entre 185 e 140 milhões de anos que abrange o Toarciano superior ao Caloviano do período Jurássico. O Jurássico médio do Cabo Mondego apresenta boa acessibilidade com condições de observação dos seus estratos, o qual condicionam o estudo de diversas fáceis temporais com registos fossilíferos, designadamente de amonoides e por conseguinte a sua representatividade tornam-no um perfil de referência da Bacia Lusitana no âmbito de discussões da especialidade sobre limites estratigráficos a nível Mundial. É de salientar o registo sedimentar do Jurássico superior através da associação de diversos registos fósseis típicos de diferentes ambientes (corais, equinodermes, bivalves, braquiópodes, gasterópodes, crinoides, restos vegetais). É justamente nesta posição estratigráfica (Oxfordiano) que, em 1884, foram reconhecidas pela primeira vez em Portugal, várias pegadas de dinossáurios terópodes, então atribuídas a megalosaurídeos (Antunes e Santos, 1998).
O Jurássico superior começa na Pedra da Nau e uns metros mais à frente é possível verificar as pegadas de terópodes na Lage do Costado que está inserida nos calcários hidráulicos.




As arribas de calcário margoso e marga (calcários hidráulicos) junto do couto industrial e mineiro, foram objeto de exploração para o fabrico de cal viva e cimento ao mesmo tempo em que se explorava o carvão. Mais tarde a extração de calcário desenvolveu-se para norte nos estratos fossilíferos do Jurássico médio até perto da praia da Murtinheira no local do Enforca Cães.
Pedreiras do Cabo Mondego


Localização das Pedreiras do Cabo Mondego: A - Pedreira Norte; B - Pedreira Centro; C - Pedreira Sul
A atividade extrativa no Cabo Mondego a nível económico incidiu nos afloramentos do Complexo Carbonoso e Calcários Hidráulicos do Jurássico. As primeiras explorações através das Pedreiras Centro e Sul, hoje desativadas, incidiram junto da mina de carvão de pedra de Buarcos (primeira designação).


No inicio do século XX os estratos fossilíferos destas duas pedreiras assim como os estratos junto das bandas carboníferas foram sujeitos a exaustos estudos científicos, designadamente os registos paleontológicos de peixes, restos vegetais e icnofósseis de dinossauros.
No inicio do século XIX foi construído o primeiro forno de Cal, transformando o Couto Mineiro em Complexo Industrial do Cabo Mondego, onde se instalou primeiro a industria de Cal em 1802 e depois de Cimento em 1875 seguido depois no tempo de industrias de cerâmica, vidro e eletricidade.

A empresa na altura era a Companhia de Cal e Cimento Cabo Mondego que mais tarde em 1976 foi agregada por nacionalização à recém formada A Cimpor (Cimentos de Portugal EP) que operou nas décadas seguintes a fábrica do cimento e a exploração de calcário da Pedreira Norte. A Cimpor encerrou definitivamente a sua atividade extrativa e de transformação no Cabo Mondego a 15 de Março de 2013.
A - Pedreira Norte




A Pedreira Norte situa-se a N do Cabo Mondego e foi explorada pela Cimpor a qual trabalhava os calcários margosos para o fabrico de cimento. Esta pedreira apresenta um impacto visível negativo devido à sua extensão e amplitude do desmonte do calcário. Por Decreto Regulamentar encerrou em 2007 e o seu perímetro foi vedado por motivos de segurança. Geologicamente é caracterizada por estratos de fácies marinhas do Jurássico Médio com abundantes registos paleontológicos de amonoides que permitiram datar com precisão os diversos estratos.
A visita que fiz em Julho de 2024 pude verificar a ocorrência de varias Amonites com envergadura considerável da ordem dos 30cm de diâmetro e cujo registo fotográfico foi efetuado no local.
Mineralogia


Em Março de 2003 e a convite do Professor Drº Soares Pinto visitei o Cabo Mondego incluindo a Pedreira Norte, a qual nessa altura ainda laborava. Lembro que numa frente de trabalho no meio dos escombros de desmonte havia dezenas de amonites dispersas no chão, algumas das quais gigantescas e muitas delas apresentavam-se quebradas e invariavelmente com algumas mineralizações de Celestite e Anidrite.
A fossilização mineralizada por estes dois sulfatos de Sr e Ca respetivamente, apresenta-se radiada seguindo a geometria amonoide ou em pequenas cavidades. A Celestite apresenta-se normalmente cristalizada em pequenos cristais ortorrômbicos até 5mm de cor azul claro ou creme. A Anidrite apresenta-se normalmente radiada em cristais lamelares sobrepostos e centimétrica numa cor branca translucida. Em cavidades apresenta-se bem configurada em associação com a celestite em cristais por vezes isolados e bem definidos.

Em julho de 2024 não consegui identificar o talude das amonites mineralizadas, pois a frente de trabalho durante os quatro anos seguintes à visita de 2003, avançou e alterou a geografia dos taludes e por conseguinte não vislumbrei qualquer mineralização destes dois sulfatos.
Mina Cabo Mondego



História

Foi entre 1756 e 1761 que se deve a descoberta e posterior exploração económica das camadas de carvão do Cabo Mondego, sito "Focinho do Monte" a Guilherme Elsden, um cidadão inglês residente na Figueira da Foz. A mina do Cabo Mondego viria a ser a primeira mina Portuguesa de carvão durante o reinado de D. José I e a sua exploração mais incisiva iniciou-se a partir de 1773 com o italiano Domingos Agostino Vandelli (1735-1816) que foi chamado a prestar esse serviço por ordem do Marquês de Pombal, apesar de há muito já se recolhesse o carvão nas camadas aflorantes.
Durante estes primeiros trabalhos no Cabo Mondego a Revolução Industrial estava em pleno crescimento designadamente na Inglaterra, França e Alemanha, cuja industria se baseava na tecnologia do carvão e que mais tarde este movimento viria a difundir-se por toda a Europa incluindo Portugal. Foi durante este período de desenvolvimento que apareceu a máquina a vapor e a sua aplicação nas indústrias e na exploração mineira.
Domingos Vandelli abordou para a mina do Cabo Mondego esquemas para o esgoto e ventilação assim como para as escavações. Em relação aos equipamentos preconizou de forma pioneira em Portugal a aquisição das recentes máquinas a vapor para a exploração mineira. Para verificar a riqueza do jazigo em profundidade mandou vir de Inglaterra em 1774 uma sonda ou "Verruma de Terra", a primeira a servir nas minas em Portugal.


Desde o inicio verificou-se que as camadas de carvão com maior possança se situavam junto do mar e em 1787 foram abertos os Poços Raposos cujos trabalhos penetraram 200 m debaixo do oceano, contudo em 1798 estes trabalhos foram abandonados devido ao colapso do maciço de proteção de uma das galerias e por consequência a inundação pela água do mar e com isso a perca total do jazigo para poente.
Os "Poços Raposos", assim chamados em homenagem aos irmãos Ricardo e Francisco Raposo, Majores Engenheiros que dirigiram os trabalhos de abertura, foram as primeiras estruturas de vulto realizadas nesta mina. Estes poços tinham ligação a três galerias descendentes, abertas na ponta mais ocidental do Cabo Mondego, ao nível das camadas de carvão. O vestígio destas galerias ainda se verificam na parede das antigas oficinas.

Em 1805 sob a direção de José Bonifácio a exploração foi reativada com a abertura de duas bocas (Mondego e Stº António) localizadas a 150m dos antigos poços Raposos e 8m mais altas que estes. Em 1839 sob a direção de Jacinto Dias Damásio foi aberto num nível mais elevado o poço Esperança que viria mais tarde a desaparecer por completo devido a um deslizamento de terras em fevereiro de 1941. Anos mais tarde viria a ser aberto o poço Farrobo localizado 300m a NE do poço Esperança. Em 1847 os técnicos franceses Michon e Casimir Pierre após uma grave inundação nos trabalhos subterrâneos abriram uma galeria de esgoto (Stª. Bárbara) cuja estrutura cortou os poços Farrobo, Esperança e Mondego. Entre 1853 e 1910, foram efetuados diversos trabalhos de beneficio com a abertura de vários poços de exploração, esgoto e ventilação: Poço Fontainhas, Poço Lodres, Poço Caldas, Poço Santo Amaro, Poço Vieira e Poço Guimarães. Na década de vinte do século XX foi aberta uma nova galeria designada por Nova Mondego, a qual intercetou a antiga Galeria Santa Bárbara, próximo do Poço Fontainhas. Nas ultimas décadas de exploração ainda se realizaram com alguma dimensão as galerias de nível 630 e 720.


A exploração da mina do Cabo Mondego incidiu sobre camadas de lignite intercaladas em calcários lacustres do Oxfordiano Superior cuja representação ainda é possível verificar nas arribas da enseada da Pedra da Nau, fronteira aos edifícios do complexo mineiro. O jazigo é composto por seis camadas de carvão, com a inclinação variável entre 25˚ e 36˚ para SE. Apenas a segunda camada de carvão na ordem ascendente é que foi economicamente viável em termos de exploração, devido ao facto de apresentar possanças regulares entre 0,80 m e 1,25 m e se achar separada das outras por uma banda calcária compacta com 40cm de espessura que servia como um excelente teto de trabalho no desmonte.
A jazida carbonífera apresentava-se pouco desenvolvida para W e terminava nas proximidades de Casal da Serra devido ao acunhamento da sucessão lagunar. Este aspeto foi constatado por trabalhos efetuados junto ao marco geodésico de Buarcos através de relatório do engenheiro Cardoso Pinto (1921) «Começou o carvão neste setor a adelgaçar-se e foi sendo gradualmente substituído por um grés fino acinzentado, rico em restos de fósseis vegetais.». Nos anos trinta do Sec. XX a concessionária concorrente (Companhia de Minas da Boa Viagem) efetuou trabalhos subterrâneos (em galeria) num pequeno vale situado a NE da povoação da Serra ao qual constatou-se a exiguidade do jazigo, pois só cortaram uma pequena camada de carvão, tendo posteriormente desistido dos trabalhos.
A geometria tabular e a continuidade lateral do Jazigo permitiram a exploração em extensão, cujos trabalhos desenvolveram-se ao longo de 3Km a partir da linha de costa atual (Galeria de Rolagem – Nova Mondego (Stª. Bárbara). Contudo ao longo da camada principal de carvão por vezes ocorriam barras gresosas micáceas de cor clara ricas em restos vegetais, principalmente Otozamites.

Estas intercalações gresosas no carvão aparentemente tendiam a desaparecer em profundidade de acordo com relatórios técnicos do desenvolvimento dos trabalhos da galeria 630. Estes dados assim como a possança do carvão nos 80cm levaram a supor maior viabilidade no jazigo e com isso a direcionar os trabalhos para uma maior profundidade o que acarretava também um maior investimento.


O sulfureto de ferro (pirite) na composição do carvão não lhe dava a qualidade desejada e isso foi sempre um problema ao longo de mais de dois séculos de atividade extrativa. Para além da fraca qualidade do carvão, havia também o aspeto do jazigo ser de difícil exploração e que fez com que a mina se deparasse com varias dificuldades. A maior dificuldade era a falta de escoamento do carvão pela sua qualidade e volume, em prol da concorrência de outros carvões com melhor vantagem no mercado, designadamente os carvões ingleses com preços mais baratos. Este aspeto agudizou-se durante a primeira Guerra Mundial através do carvão do Couto Carbonífero de São Pedro da Cova em que a exploração facilitada do jazigo permitia maiores volumes de carvão explorado em comparação com o do Cabo Mondego. Devido a este fator a exploração no Cabo Mondego foi sempre em pequena escala.


Um relatório de 1927, António Quaresma Viana (1887-1949) comenta: "A Mina de Buarcos encontrava colocação para os seus produtos nas suas fábricas, em algumas outras indústrias e por vezes mesmo em caminhos-de-ferro, mas em muitos casos perdia os consumidores pela má qualidade do combustível".
A exploração mineira no Cabo Mondego ganhou novo fôlego pelo Estado Novo com a implementação local de industrias de cimento e cal hidráulica com o intuito de aproveitar o carvão como matéria-prima combustível, o que permitiu prolongar a atividade mineira e incrementar algumas melhorias na extração.


Por alvará de 17 de Setembro de 1874 a exportação do Carvão assim como a Cal hidráulica e o Cimento era assegurada por uma linha férrea com tração animal designada de "Americano", propriedade da empresa, a qual ligava o complexo industrial do Cabo Mondego à estação ferroviária e ao porto da Figueira da Foz.


Em 1962 deflagrou um violento incêndio na mina cujo prejuízo provocou o seu encerramento cinco anos mais tarde. A Indústria Cimenteira prosseguiu a sua atividade nas décadas seguintes e os testemunhos da mina entretanto foram esquecidos, não obstante ainda se verificar alguns vestígios das instalações, apesar de algumas estruturas terem sido retiradas depois do encerramento da Cimpor em 2013. Verifica-se ainda as entradas principais da mina pela galeria do Poço Mondego e pela galeria de rolagem Nova Mondego-(Stª. Bárbara). Na Serra da Boa Viagem são igualmente ainda visíveis as entradas de alguns poços (Farrobo, Fontainhas, Lodi, Caldas e Santo Amaro), assim como três chaminés de ventilação, designadamente as da Calha do Meio e dos poços Vieira e Guimarães.
Mineralogia


Em Março de 2003 e a convite do Professor Drº Soares Pinto visitei a mina do Cabo Mondego, mais concretamente os estratos da enseada da Pedra da Nau, fronteira aos edifícios do complexo mineiro. Pude verificar "in situ" e na maré baixa uma camada de carvão da qual retirei algumas amostras de Azeviche, assim como um fóssil de Otozamites retirado do contato entre a banda carbonífera e o estrato de magra micácea.


O Azeviche foi retirado num filonete do contato com a magra e classifiquei-o como Azeviche por se apresentar compacto e brilhante, indicando ser um bom material para polimento. Dois anos mais tarde visitei o local após um temporal e encontrei algumas amostras de carvão no areal da enseada da Pedra da Nau.
A lignite do Cabo Mondego é considerada de idade jurássica e foi estudada em 1858 por Carlos Ribeiro e do ponto de vista mineralógico, considerou-a como pertencendo mais ao tipo hulha, do que ao da lignite. Por sua vez um estudo de Roldan em 1912 apontou esta lignite como sendo uma hulha de fratura concoidal e que ardia com chama branca e brilhante. Referiu que muitos técnicos tinham relutância em colocar este carvão no grupo das hulhas e que deveria ser classificada como uma hulha betuminosa, aproximando-se do "boghead" da Escócia. Em 1921 Cardoso Pinto cita que: "O carvão desta mina apresenta todas as características de Hulha, dado as citadas proporções de carbono e hidrogénio serem iguais à da Hulha de New Castle". Em 1940 num relatório interno foi referenciado as características do carvão desta mina como sendo uma hulha betuminosa. Mais recentemente em 2012 através de um estudo exaustivo sobre carvões portugueses de autoria de Lemos de Sousa, classifica o carvão da mina do Cabo Mondego como pertencendo à categoria dos carvões betuminosos. Para além das várias classificações betuminosas, um estudo de Cabral em 1862, indica que este carvão apresentava percentagens variáveis de pirite, por vezes bastante elevadas, em diversos sectores do jazigo. "Este mineral assaz abundante tende a concentrar-se em nódulos, pequenos filonetes e placas, nas margas xistentas carboníferas a que os mineiros chamavam "cascão", e que separam as camadas de carvão". A este sulfureto de ferro estão ligadas algumas histórias verídicas relacionadas com os mineiros novatos, os quais nos desmontes com pirite, pensavam que era ouro e que ficariam ricos para sempre, tal era a quantidade que por vezes aparecia no tal "cascão".
Martins da Pedra
Referencias:
Cabo Mondego - as primeiras Pegadas de Dinossauros descobertas em Portugal
Link Between A Natural Monument And The Human Footprint | Bored Panda
https://portugalfotografiaaerea.blogspot.com/search/label/Cabo%20Mondego
OS LOCAIS DE INTERESSE GEOLÓGICO DO CABO MONDEGO
(PDF) A mina de carvão do Cabo Mondego e a Paleontologia portuguesa
CG23-10-0410_Brand_o_final.pdf
(PDF) A mina de carvão do Cabo Mondego: 200 anos de exploração